Terreiro Ilê ‘N Zambi recebe registro de Sítio Arqueológico Histórico do IPHAN

Daniela Outi

O Terreiro de Candomblé Ilê ‘N Zambi, localizado no bairro Perequê Mirim, na cidade de Caraguatatuba, Litoral Norte de São Sebastião, recebeu hoje, dia 18 de março, por volta 14h00, a visita de técnicos do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), órgão do Governo Federal, vinculado ao Ministério da Cultura.

Os técnicos do IPHAN entregaram ao fundador do Terreiro, Ataualpa Figueiredo, também conhecido por Tata Cajalacy, o documento de registro de Sítio Arqueológico Histórico.

“Estou acostumado a visitar casas de religião de origem africana e o Terreiro Ilê ‘N Zambi, me pareceu bastante original, conhecedor de fato da tradicional cultura afro. O registro será um instrumento de proteção para o Terreiro, é uma garantia de permanência”, explica o arqueólogo do IPHAN, Rossano Lopes Batista.

Com esse registro, o Terreiro passa a ter a garantia de permanência na área onde está localizado, assegurada pelo Governo Federal, assim somente poderá sofrer alguma intervenção com a autorização do seu fundador.

“A conquista desse registro é uma alegria para todos nós, principalmente porque ainda enfrentamos muito preconceito religioso e também de ordem racial”, disse o fundador do Terreiro, Ataualpa Figueiredo.

História do Terreiro – Tata Cajalacy, fundador do Terreiro Ilê  ‘N Zambi, chegou em São Sebastião em 1975 e iniciou suas atividades em 1978 no Bairro Pontal da Cruz em São Sebastião, em sua residência.

Os atos religiosos se restringiam a Rezas. Só em 1981 Tata Cajalacy comprou uma chácara no Bairro Perequê  Mirim,  em Caraguatatuba, e fundou o Terreiro Ilê ‘N Zambi.

As histórias de dificuldade para realização dos cultos são várias, pois o local era uma área rural, não havia luz elétrica, era tudo realizado a luz de lampião e a condução até o Terreiro era feita por meio de uma trilha.

FONTE: http://paulinhopopular.blogspot.com.br/2011_04_01_archive.html

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