Terreiro

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O Terreiro Ilê Un Zambi tornou-se, ao longo da história do litoral norte paulista, uma referência na luta contra o racismo e a intolerância religiosa. Essa luta também se desdobra em outras, como a defesa pela memória das matrizes bantos no Brasil, em especial, o Candomblé Angola. Dirigido pelo sacerdote Tata Kajalacy, hoje o terreiro se constitui como um lugar de resistência negra.

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Tatá Kajalacy (Ataualpa de Figueiredo Neto) foi inciado no Candomblé Angola em 1970 pela sacerdotisa Oyá Ice, filha de Manundê, uma das percussoras, segundo registros orais, do Candomblé Angola em São Paulo nos anos de 1960.

Com Manundê, Tatá Kalalacy segue um tronco do Angola que tem a sua origem, provavelmente, em Aracaju com a velha Nanã, a sacerdotisa Manadeui.

A partir da década de 1990, Tatá Kajalacy têm se dedicado à militância política extrapolando os muros do terreiro e se voltando ao enfrentamento do racismo e à intolerância religiosa no Litoral Norte Paulista. Hoje, com o seu terreiro reconhecido pelo Instituto de Patrimônio e Histórico Nacional (IPHAN) como sitio arqueológico de Caraguatatuba luta pela igualdade racial, se tornando uma liderança política importante na região.

Essa comunidade de terreiro é parceira da ACUBALIN.